top of page
Buscar

Coroatá - Nove Nove

A beira do primeiro centenário

Vamos entrar nos nove nove

Com uma geração esperançosa

Orantes pela fé que move

Fé que move montanhas

E que nos leva ao morro

Nas costas o machado

Belo te quero de novo

Nas costas o machado

Não para quebrar o coco

O machado nas costas

É para lembrar o morro

A tua praça central

Aquela do cinquentenário

Estará bem diferente

Quando chegar teu centenário

Da velha estação

Nos nove nove só restará

Entregar para os cem

A lembrança do que não há

Não há passageiros

Não há cocadeiros

Não há bolos

Não há laranjeiros

Nos nove nove

Da velha estação

Só o trem incomodando

A nossa população

Mas deixa ele aí

Cometendo os seus excessos

Talvez um dia na passagem

Ele deixe o progresso

Já te imaginou nesses noventa e nove

Sem o trem Coroatá?

Muito silêncio tendo só

O paredão pra incomodar

Deixa o trem passar

Do velhinho sentado à porta

Ele relembra

O tempo que não volta

E tua ponte?

Que ajudou a Tresidela evoluir

Tá firme e forte

Alguns dizendo que ia cair

Meio século de gente passando

Alguns indo outros voltando

No balanço do belo rio

Chega ao centenário balançando

Está chegando o teu centenário

E os nove nove é pra avaliar

O que daremos no novo século

Pra nossa Coroatá

Muito já foi feito

Há muito por se fazer

Bastante pra recuperar

Muito pra se manter

Mas nesta véspera de centenário

Esta terra tem muito que se orgulhar

Da sua gente, do seu povo

Dos seus filhos, Coroatá

Gente humildade, verdadeira

Receptiva, acolhedora

Gente de origem simples

Guerreira, batalhadora

Gente que sabe ser gente

Quando o assunto é o irmão

Gente que não vira as costas

Gente que estende a mão

Por isso minha gente

Vamos comemorar

Por ser a geração presente

Nos Cem anos de Coroatá

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Esperança

Na cidade de Geseke na Alemanha 1945 era o ano Final da segunda guerra mundial Tempos de dificuldade e fatal Deus traçava um grande plano O projeto era grandioso E de um grande precisava Para garanti

 
 
 
E se o tempo voltasse

Hoje parei pra pensar Sobre o tempo meditar O tempo me fascina Ao tempo que me ensina Minha mente vasculhar Parece que ela, minha mente Sente prazer em o tempo investigar Isso às vezes fatig

 
 
 
Palmatória

Dos meus filhos Para cá As atitudes Começaram a mudar Mas..., eles ainda provaram Da CARRANCA ESCOLAR Caras feias e CARRANCUDAS Tinham a missão de ensinar Aprender era obrigação E quem

 
 
 

Comentários


Jocimar Pereira Gomes

bottom of page