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Inveja

O macaco e a cutia

Sempre juntos andavam

Eram amigos demais

Muita alegria e paz

Pela floresta espalhavam

O macaco de galho em galho

A cutia seguia no chão

Os caroços ia roendo

Das frutas que o macaco comendo

Dividiam a refeição

Mas a cutia não deixava

De o rabo do macaco observar

Tu tens o rabo forte

Queria ter a sorte

De um rabo desses usar

E seguiam floresta a dentro

Naquele eterno brincar

O macaco no rabo se sustentando

A cutia o rabo invejando

Queria um daquele ganhar

Nas andanças pela floresta

Encontraram certo dia

Uma bela árvore carregada

Próximo a linha que cortava

No meio da mata a ferrovia

Era a linha do trem

Que passava no meio da floresta

Enquanto o macaco colhia

Os frutos e depois comia

Os caroços pra cutia era festa

Sentada sobre um dormente

Com seu rabo sobre o trilho

A cutia os caroços deliciava

E para o rabo do macaco olhava

Tinha inveja de tanto brilho

De olho na cauda do amigo

A cutia nem conta dava

No rabo do macaco ligada

Com o seu pouco preocupada

Que o trem se aproximava

Com o rabo em cima do trilho

Que era um pouco maior

O trem passou decepando

Um pedaço do seu rabo cortando

A cutia ficou "bicó"

Moral da estória que conto

Em que a cutia parte do rabo perdeu

É que a pessoa que fica preocupada

Com a vida alheia ocupada

Acaba esquecendo o seu

Por isso sempre procure

Da sua vida cuidar

Quem vive olhando o de outrem

Nunca será feliz com o que tem

Nem vai conseguir prosperar

Siga a dica e conselho

Do Poeta Jocimar.

 
 
 

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Jocimar Pereira Gomes

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