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O Trem de Passageiros

Hoje passei pela velha estação

Triste e abandonada

Quase em ruínas

Quase acabada

Parei bem no centro dela

Depois de sua rampa subir

No tempo voltei e lembrei

Como era bonito alí

O sino anunciava

Lá vem o trem

Trazia progresso levava saudade

Desenvolvimento pra nossa cidade

Saudade de alguém

Lembro-me dos vendedores

De tudo tinha um pouco

Os pratos deliciosos

Muitos alimentos gostosos

Matavam a fome do povo

Do povo que viajava

Viajava no trem de passageiros

Muitas vezes atrasava

Mas sempre chegava

porque não era ligeiro

Quando o sino de novo tocava

Anunciando a saída do trem

Começava uma correria

Tinha passageiro que nem pagar queria

No bolso não tinha um vintém

Ficava com o prato na mão

Comendo devagar e o vendedor de vigia

Já com medo de ser enrolado

Porque não tem jeito pra cabra safado

Que às vezes nem o prato devolvia

O trem começava a andar

E o passageiro nada de terminar

O vendedor acompanhava andando de lado

Às vezes tinha até o prato quebrado

E ficava sem o dinheiro ganhar

O trem trazia de tudo um pouco

E levava um pouco de tudo

Muita gente humilde e honesta

Muita gente que a maldade detesta

O falante, o cantor, o calado, o mudo

Um dia subindo

Outro dia descendo

O progresso carregando

Primeiro a lenha depois o diesel queimando

E as cidades por onde passava desenvolvendo

Por um momento os olhos fechei

E vi toda aquela movimentação

Gente entrando, gente saindo

Gente descendo, gente subindo

Do trem bateu saudade no coração

Vi os estivadores

Carregando um vagão

Vi um garoto vendendo caldo de cana

Vi até uma cigana

De um passageiro lendo a mão

Vi um agricultor

Levando sua produção

Buscava um preço melhor

Vendendo em um centro maior

Praticava sem saber a tal exportação

No meio dos aventureiros

Vi um jovem casal

Recém casados em busca do futuro

Procurando um porto seguro

Partiam pra capital

E assim vi o trem partir

O som forte da buzina anunciava

Aos poucos ganhava velocidade

E assim deixava nossa cidade

Só dando tchau porque no outro dia voltava

Hoje estive na velha estação

E a saudade do trem tocou meu coração.

 
 
 

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Jocimar Pereira Gomes

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