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Pescaria no Cachimbo II

Esse relato é verdadeiro

Você pode acreditar

É mais uma que aconteceu

Em nossa Coroatá

Pescar à noite no Caximbo

É mesmo de assombrar

Um pescador muito conhecido

Me fez um assombroso relato

Que aconteceu com ele

Foi na ponte do caximbo o fato

No momento da aparição

Ele se arrepiou no ato

Era cedo da noite

Uma sexta feira pra variar

Nosso amigo pescava sozinho

Não se fez acompanhar

A pescaria tava boa

Em um bom caldo já começava a pensar

De repente do seu lado esquerdo

Uma tarrafada é jogada

Bem próximo ao seu lado

O pescador estava

Ele puxou uma prosa

E o colega nada falava

Como é de costume

Em pescaria não se fala demais

Porque assusta os peixes

E a pescaria fraca faz

Então pensou consigo

É experiente esse rapaz

De repente uma nova tarrafeada

Dessa vez do seu lado direito

A água se abriu e deu pra ver

Que foi um lance perfeito

Mas o pescador não poderia passar sem ele ver

Porque o lugar era estreito

Havia uma barreira alta

E um pequeno espaço pra se movimentar

E o pescador não podia ir da sua esquerda pra direita

Sem ao seu lado passar

Nessa hora nosso pescador

Começou a se arrepiar

Com um misto de medo e coragem

Sua lanterna acendeu

Clareou em sua volta

E a presença de ninguém percebeu

E a lembrança do pescador misterioso

Em sua mente apareceu

Lembrou da história

Que um dia ouviu seu pai contar

Do pescador misterioso

Que aparecia naquele lugar

Era o pescador tinha certeza

Que junto com ele estava a pescar

Um sinal da cruz

Um rápido benzimento

Foi o que nosso amigo lembrou

De fazer naquele momento

Não sentia os pés nos chão

Só o sopro de um vento

Retomou sua respiração

E raciocinou rapidamente

Sabia que tinha que sair dalí

Antes que o medo dominasse sua mente

E a tarrafa mais uma vez foi lançada

Bem ali na sua frente

Tarrafa em punho

Saco de peixe na outra mão

Pés pra que te quero ele acionou

Batia forte o coração

Nosso amigo bateu em retirada

Com medo da assombração

Quando em sua moto chegou

Rapidamente tudo organizou

Mas na hora de dar a partida

A chave não encontrou

Deixou na beira do Igarapé

Ele logo se lembrou

Tinha que ir lá novamente

Outra solução não havia

Passar a noite ali

Isso ele não queria

Respirou fundo e voltou

Muita coragem agora cria

Quando se aproximava do local

Onde sua chave deixou

La em cima da ponte

Sua moto acionou

É um ladrão vai levar minha moto

Foi isso que ele pensou

Ficou receoso mas voltou

E quando em sua moto chegou

Não havia ninguém

E dela se aproximou

Misteriosamente como foi acionada

A moto se desligou

Nosso amigo pescador

Sentiu um forte frio

A chave na moto estava no contato

Mais um forte arrepio

Seu coração ficou estreito

Da largura de um fio

Depois de muitas pedaladas

A moto conseguiu acionar

E quando chegou em casa

Não conseguia nem falar

Foram três dias de febre

Teve até que internar

Por isso muito cuidado

Quando à noite for pescar

Nas águas existem mistérios

É bom você lembrar

Porque se não tiver coragem

Pode até se assombrar

 
 
 

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Jocimar Pereira Gomes

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